Movimento de Luta Pró Idoso

Prestenção: Os jovens velhinhos do Movimento Pró Idoso, com o Carlão, o Antônio e Marizita, na cabeça, têm lutado por esta faixa etária (entre 65 a 120 anos) excluída dos comerciais, do respeito público e por quê não, das próprias famílias que preferem abandonar seus velhinhos nos abrigos e clínicas especializadas.

O Movimento de Luta Pró Idoso (CNPJ: 10.404.787/001-00) funciona na rua Carijós, 424, s/1309, no centro de Belo HOrizonte e, pasmem os que acreditam nos políticos, foi o responsável pelo cartão digital que permite aos idosos, acima de 65 anos, atravessarem a roleta dos ônibus de BH (que a Prefeitura alardeia como obra sua sem reconhecer o mérito desses lutadores por uma causa mais do que justa: envelhecer com dignidade).

A vida como ela é, já dizia Nelson Rodrigues. Não como a gente quer.

No domingo, 30 de maio último, uma grande festa foi preparada para a turma da “melhoridade” ou “idade do recomeçar”; sem essa de terceiraidade, coisa de piscologês, pois as idades dependem do espírito de cada um, de suas esperanças, alegrias e vontades. O mundo capitalista exclui o velho pois ele “não dá lucro”, deixa de ser “fôrça de trabalho”. O capitalismo está moribundo e quer levar com ele a vida da terra. Lembrem o ditado chinês: “Eu vivo para a criança e o velho, pois criança eu fui e velho serei”. Elementar,porém não é o que vemos em nosso dia-a-dia.

Voltando na festa. Ônibus chegavam com velhinh@s animados, coloridos e dispostos a dançar e se alegrar durante todo o dia. A rádio Itatiaia oferecia um presente para aqueles seus cativos ouvintes do programa dominical do Acyr Antão. Problemas técnicos impediram a transmissão. Os jovens velhinhos não se decepcionaram a festa continuou com música, dança e caldo quente.
A surpresa chegou com o velho cineasta, agora vestido de seu personagem o “Zé Cabral”, contracenando com o palhaço “Capelinha”( Wanderley Martins e Raimunda Melchiades. Se a gargalhada não foi geral, pois o som deixou a desejar, os palhaços cumpriram seu papel e foram aplaudidos no final.

Um velho violeiro arrancou a voz dos presentes, tocando seu violão e cantando com o cantor e animador da festa, uma “moda de viola” das antigas, daqueles que não morrem enquanto o imaginário coletivo exisitir: “Chico Mineiro, lá pelos sertões de Goiás…” música dum tempo em que homens e mulheres brincavam de viver.

Vamos lá “Zé Cabral”, leva o seu “recomeçar” a quem precisa de esperança, amor e atenção para resistir às hipocrisias de políticos e capitalistas selvagens, indivíduos que só pensam em si, no bem estar dos seus e aos demais, distribuem esmolas e pequenas caridades.
@s Velhos querem o direito de envelhecer na sociedade que ajudaram a construir.